Vergilio Ferreira, in Pensar

"Inventa a eternidade na
simples comoção de olhar uma estrela.
Basta que a olhes pela primeira vez,
depois de a teres olhado inúmeras vezes.
E, então, não precisarás de nenhum "Deus"
que te ponha a mão no ombro e diga estou aqui.
Uma estrela espera-te desde toda a eternidade.
Procura-a.
E vê se a não perdes durante a vida inteira.
A tua estrela pode não estar no céu. Põe-na lá."
Você está vendo só?
Você está vendo só?tão simples cair na vida de alguém
mesmo que seja de mansinho,
de pouquinho em pouquinho
até nos encontrarmos inteiros,
mergulhados, envolvidos,
na vida do outro
passa mais perto,
passa beirando meu abismo,
anda sobre a linha que nos divide,
é um risco assumido,
mas é o caminho que se percorre
para de leve, muito leve,
entrar na minha vida.
*Cáh Morandi*
Então, eu amo!
Deus tem sido muito bom comigo. Vezenquando, ele me sorri, brinca de acender céu e me fazer ouvir estrelas. Longe daquele Deus que eu tanto temi quando criança. Longe daquele Deus rancoroso que nos mostra o antigo testamento. Deus tem apaziguado meu caminho. Tem colocado mais flores que pedras.
Tenho pensado, nos últimos dias, em como Deus escolhe a dedo as pessoas que coloca perto da gente. E que, sem essas pessoas, as coisas seriam outras e a sorte, pequena. Tenho pensando, nos últimos dias, em como ele coloca uma luz, quando tudo parece não fazer sentido. Tenho aprendido muito. Tenho me enchido de luz. Tenho agradecido também, pelas coisas que alcancei, pelas mudas de sol postas no caminho, pelas gentes luzeiras e sorrisos bonitos. Tenho agradecido também pelas coisas feias que me atravancaram o caminho, mas que me tornaram mais forte e pronta pra enfrentar a vida. Tenho agradecido pelas ciladas do tempo, que só têm aumentado a minha fé e meu 'olhar com amor' para o mundo.
E, do meu jeito, tento retribuir da forma mais simples que sei: transbordando amor. Amor nas palavras, amor nos sorrisos, amor em tudo que eu faço, amor em tudo que eu vejo. Porque Amar, já é uma forma de prece.
Então, eu amo!
Tenho pensado, nos últimos dias, em como Deus escolhe a dedo as pessoas que coloca perto da gente. E que, sem essas pessoas, as coisas seriam outras e a sorte, pequena. Tenho pensando, nos últimos dias, em como ele coloca uma luz, quando tudo parece não fazer sentido. Tenho aprendido muito. Tenho me enchido de luz. Tenho agradecido também, pelas coisas que alcancei, pelas mudas de sol postas no caminho, pelas gentes luzeiras e sorrisos bonitos. Tenho agradecido também pelas coisas feias que me atravancaram o caminho, mas que me tornaram mais forte e pronta pra enfrentar a vida. Tenho agradecido pelas ciladas do tempo, que só têm aumentado a minha fé e meu 'olhar com amor' para o mundo.
E, do meu jeito, tento retribuir da forma mais simples que sei: transbordando amor. Amor nas palavras, amor nos sorrisos, amor em tudo que eu faço, amor em tudo que eu vejo. Porque Amar, já é uma forma de prece.
Então, eu amo!
Ana Jácomo
"É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."
*OSHO*

Ah o julgamento...
Um dos exercícios mais praticados pela humanidade é o julgamento.
Julgamos o outro, baseados em nosso código de valores, nossas percepções
e naquilo que nossa imaginação cria a respeito de cada pessoa com a qual convivemos.
Ocorre que nem sempre esta avaliação se mostra correta e, por essa razão,
ao julgar corremos o risco de cometer equívocos e praticar injustiças.
O pior que pode acontecer quando julgamos alguém é, sem dúvida,
não levar em conta os sentimentos daquele que estamos criticando.
Por mais que não concordemos com as atitudes de uma pessoa,
não podemos nos esquecer de que elas são motivadas, de um modo geral,
pelas suas emoções e que agindo de modo rígido e inflexível também estamos
nos deixando levar por nosso lado emocional.
Ame-as, aceite-as e, talvez, seu amor e respeito possa ajudá-las a mudar
muitas de suas fraquezas, muitas de suas falhas – porque o amor lhes dará
uma nova energia, um novo significado, uma nova força.
O amor lhes dará novas raízes para se erguerem contra os ventos fortes,
um sol quente, a chuva forte.
Ontem e Amanhã
Hoje vou apagar do meu calendário dois dias:
Ontem, e amanhã!
Ontem foi para aprender!
Amanhã, será uma consequência do que posso fazer hoje.
Hoje, enfrentarei a vida com a convicção,
de que este dia nunca mais retornará.
Hoje, é a última oportunidade que tenho de viver intensamete,
já que ninguém me asegura que amanhã verei o amanhecer.
Hoje, terei coragem para não deixar passar as oportunidades
que se apresentam, que são as minhas chances de triunfar!
Hoje, aplicarei a minha riqueza mais apreciada: O meu tempo!
Meu trabalho mais transcendental: A minha vida!
Passarei cada minuto apaixonadamente para transformar
este dia num único, e no melhor dia da minha vida!
Hoje, vencerei cada obstáculo que surgir no meu caminho,
acreditando que vencerei...
Hoje, resistirei ao péssimismo e conquistarei o mundo com um sorriso,
com uma atitude positiva esperando sempre o melhor.
Hoje, farei de cada humilde tarefa uma sublime expressão.
Hoje, terei meus pés sobre a terra compreendendo a realidade,
e as estrelas cintilarão para inaugurar o meu futuro.
Hoje, usarei o tempo para ser feliz!
Deixarei as minhas pegadas e a minha presença nos corações queridos...
Venha viver comigo uma nova estação, onde sonharemos
que tudo o que nos propomos pode ser possível!
E ousaremos brindar a próxima manhã,
com a certeza de um dia melhor!
*a.d*
Ontem, e amanhã!
Ontem foi para aprender!
Amanhã, será uma consequência do que posso fazer hoje.
Hoje, enfrentarei a vida com a convicção,
de que este dia nunca mais retornará.
Hoje, é a última oportunidade que tenho de viver intensamete,
já que ninguém me asegura que amanhã verei o amanhecer.
Hoje, terei coragem para não deixar passar as oportunidades
que se apresentam, que são as minhas chances de triunfar!
Hoje, aplicarei a minha riqueza mais apreciada: O meu tempo!
Meu trabalho mais transcendental: A minha vida!
Passarei cada minuto apaixonadamente para transformar
este dia num único, e no melhor dia da minha vida!
Hoje, vencerei cada obstáculo que surgir no meu caminho,
acreditando que vencerei...
Hoje, resistirei ao péssimismo e conquistarei o mundo com um sorriso,
com uma atitude positiva esperando sempre o melhor.
Hoje, farei de cada humilde tarefa uma sublime expressão.
Hoje, terei meus pés sobre a terra compreendendo a realidade,
e as estrelas cintilarão para inaugurar o meu futuro.
Hoje, usarei o tempo para ser feliz!
Deixarei as minhas pegadas e a minha presença nos corações queridos...
Venha viver comigo uma nova estação, onde sonharemos
que tudo o que nos propomos pode ser possível!
E ousaremos brindar a próxima manhã,
com a certeza de um dia melhor!
*a.d*
Eu ainda acredito...
Eu ainda acredito...
Num futuro mais bonito, Que o novo é bem-vindo e o amor é infinito.
Eu ainda acredito que nem tudo está perdido, que o sorriso é sagrado e aqui é o paraíso e que tudo estava errado sobre o dia do juízo.
Eu ainda acredito no carinho invés do grito, na doçura dos meninos que no fundo todos somos.
Eu ainda acredito nos heróis adormecidos, nessa força que revolta e nos faz ficar erguidos cada vez que nos sentimos derrotados e punidos.
Eu ainda acredito que depois da tempestade vem sempre a calmaria e consigo a liberdade.
Eu ainda acredito nas florestas e nos índios. Na bravura das leoas, na alegria dos golfihos.
Eu ainda acredito no vôo dos tucanos e no canto das baleias alegrando os oceanos.
Eu ainda acredito na justiça lá de cima, na verdade e na vida como um som de uma rima. E em tudo que é belo, em tudo o que é nobre. Como as cores do arco-íris quando a chuva se Descobre e agradece iluminada pelo sol de ouro e cobre.
Sei, talvez eu seja visto como ingênuo e demagogo, inocente ou pevertido. Um hipócrita, um louco. No entanto eu insisto nesta chama que consome.
Eu ainda acredito porque sofro com a fome, porque ainda sou um homem.
(Trechos da música Em tudo o que é belo de Jorge Vercilo)
Num futuro mais bonito, Que o novo é bem-vindo e o amor é infinito.
Eu ainda acredito que nem tudo está perdido, que o sorriso é sagrado e aqui é o paraíso e que tudo estava errado sobre o dia do juízo.
Eu ainda acredito no carinho invés do grito, na doçura dos meninos que no fundo todos somos.
Eu ainda acredito nos heróis adormecidos, nessa força que revolta e nos faz ficar erguidos cada vez que nos sentimos derrotados e punidos.
Eu ainda acredito que depois da tempestade vem sempre a calmaria e consigo a liberdade.
Eu ainda acredito nas florestas e nos índios. Na bravura das leoas, na alegria dos golfihos.
Eu ainda acredito no vôo dos tucanos e no canto das baleias alegrando os oceanos.
Eu ainda acredito na justiça lá de cima, na verdade e na vida como um som de uma rima. E em tudo que é belo, em tudo o que é nobre. Como as cores do arco-íris quando a chuva se Descobre e agradece iluminada pelo sol de ouro e cobre.
Sei, talvez eu seja visto como ingênuo e demagogo, inocente ou pevertido. Um hipócrita, um louco. No entanto eu insisto nesta chama que consome.
Eu ainda acredito porque sofro com a fome, porque ainda sou um homem.
(Trechos da música Em tudo o que é belo de Jorge Vercilo)
*Pe. Fábio de Melo*
Amor que é amor dura a vida inteira.
Se não durou é porque nunca foi amor.
O amor resiste à distancia, ao silencio das separações e até as traições.
Sem perdão não há amor.
Diga-me quem você mais perdoou na vida,
e eu então saberei te dizer quem você mais amou.
O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão.
Você o percebe no momento em que o outro faz tudo errado,
e mesmo assim você olha nos olhos dele e
diz: “Mesmo fazendo tudo de errado eu não sei viver sem você.
Eu não sou nem a metade do que sou se você não estiver por perto”.
O amor nos possibilita enxergar lugares do
O amor nos possibilita enxergar lugares do
nosso coração que sozinhos jamais poderíamos enxergar !
O poeta soube traduzir bem quando disse:
O poeta soube traduzir bem quando disse:
“Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim.
Se eu não te amasse tanto assim,
talvez não visse flores, por onde eu vi, dentro do meu coração !
Pablo Neruda
"Me encante nos mínimos detalhes
...me encante com suas mãos,
eu quero correr esse risco.
Me encante com seus olhos
...me olhe profundo,
para que eu fique
perdida sem saber o que falar..."

...me encante com suas mãos,
eu quero correr esse risco.
Me encante com seus olhos
...me olhe profundo,
para que eu fique
perdida sem saber o que falar..."

♥
Quero um amor
que seja mais que uma promessa,
seja mais que um momento.
Quero um amor
que seja mais do que sexo,
seja mais que um beijo.
Quero um amor
Que seja mais que um olhar,
mas que uma poesia com rimas.
Quero um amor
que não me pergunte aonde vou,
mas que me pergunte se vou voltar.
Quero um amor
que me faça dormir
sentindo saudades.
Quero um amor
que me faça mais sorrir do que chorar
Um amor que me traga companhia,
traga-me conforto.
Quero um amor
que sempre sonhei.
Se ele existe ou não,
não deixarei de dizer:
Quero um amor..
*a.d*
que seja mais que uma promessa,
seja mais que um momento.
Quero um amor
que seja mais do que sexo,
seja mais que um beijo.
Quero um amor
Que seja mais que um olhar,
mas que uma poesia com rimas.
Quero um amor
que não me pergunte aonde vou,
mas que me pergunte se vou voltar.
Quero um amor
que me faça dormir
sentindo saudades.
Quero um amor
que me faça mais sorrir do que chorar
Um amor que me traga companhia,
traga-me conforto.
Quero um amor
que sempre sonhei.
Se ele existe ou não,
não deixarei de dizer:
Quero um amor..
*a.d*
♥

“Não troque a paz pela satisfação de
uma vaidade
de vencer uma briga ou
discussão.
Não troque a paz por um
simples acerto de contas,
porque as contas de Deus sempre dão certo no final.
Não troque a paz por um pensamento de
derrota ou fracasso,
porque esta paz é o maior de todos os sucessos.
Fique com ela, e ela ficará sempre
com você".
[Sheyla Miglioli]
Paulo Geraldo / O leproso
O leproso
Sou o leproso e estou aqui. Não posso fazer muito mais coisas…
Já sabem: a carne apodrece-me e cai deixando feridas. Cheiro mal. Se pudessem ver-me, ainda tinha um resto de nariz para vos mostrar. E os olhos, no fundo de uns buracos que têm aumentado imenso.
Mas não seria agradável olharem para mim. Nem eu próprio olho para mim: deixei de usar espelho há muito tempo. Não é necessário, aliás, porque os outros leprosos quase todas as manhãs me vão contando as novidades. Acontece, normalmente depois de acordarmos. É que para nós também existem a noite e o dia, e muitas vezes conseguimos mesmo dormir no chão duro destas cavernas.
Dão-me os bons-dias e dizem qualquer coisa como: “Olha, pá, já não tens a orelha direita”. E a verdade é que nessas ocasiões nos rimos muito. Acho, até, que estamos proibidos de viver nas cidades dos homens porque não querem ver-nos rir.
O único riso verdadeiramente puro é o daquele que se ri de uma orelha que caiu. Mas poucos sabem disso.
Se caminhássemos pelas avenidas haviam de lembrar-se de que todas as orelhas inevitavelmente cairão. E não é agradável que recordem constantemente a alguém a ameaça cada vez mais próxima de um problema para o qual não possui solução.
Nós também não temos solução. Rimo-nos.
A solução está em não haver solução. E esta forma divertida de aceitarmos que a vida seja como é, este modo sossegado de cooperarmos com o inevitável, significa para nós uma serenidade que é um tesouro sem preço.
Para os outros, somos somente a lembrança desagradável de que não passam, também eles, de leprosos adiados e de futuros cadáveres; de que, sem dúvida, não terão neste lugar o seu paraíso, por mais que façam crescer o saldo da sua conta bancária.
Somos um grito em forma humana, um aviso irrecusável, uma censura que inevitavelmente se aloja no fundo das consciências.
E, por isso, fomos empurrados para estas cavernas. O que, de resto, não nos incomoda demasiado, pois todo o planeta é, de certo modo, uma caverna. Lembramos perfeitamente a frase da mulher santa de Ávila, quando disse que esta vida não pode ser mais do que uma má noite numa má pousada.
Não querem cruzar-se connosco. Desejam abraçar sem perturbações a voragem alucinante do seu caminho de prazer e vaidade. E viemos para estas cavernas. Os idosos foram expulsos das suas famílias e encerrados em “lares”. Planearam a eutanásia para se verem livres dos doentes. E abortaram aqueles que poderiam vir a nascer com deficiências. E muitos foram abandonados às suas dores na solidão de negros hospitais. E fizeram muitas outras coisas.
Mas, do fundo destes buracos, temos um segredo para lhes dizer. Quando, num momento de lucidez, descobrirem que tudo é vazio, venham ter connosco. Quando não souberem como fazer dos filhos homens direitos, passeiem com eles por um cemitério, sentem-se com eles à beira de um doente que sorri no leito onde vai morrer, levem-nos aos lugares onde há crianças esfomeadas a brincar, descalças e alegres.
Sim, podemos contar-lhes o segredo da alegria, o segredo da bondade das coisas más, o segredo da plenitude que habita as coisas simples.
Sou o leproso e estou aqui. Não posso fazer muito mais coisas…
Já sabem: a carne apodrece-me e cai deixando feridas. Cheiro mal. Se pudessem ver-me, ainda tinha um resto de nariz para vos mostrar. E os olhos, no fundo de uns buracos que têm aumentado imenso.
Mas não seria agradável olharem para mim. Nem eu próprio olho para mim: deixei de usar espelho há muito tempo. Não é necessário, aliás, porque os outros leprosos quase todas as manhãs me vão contando as novidades. Acontece, normalmente depois de acordarmos. É que para nós também existem a noite e o dia, e muitas vezes conseguimos mesmo dormir no chão duro destas cavernas.
Dão-me os bons-dias e dizem qualquer coisa como: “Olha, pá, já não tens a orelha direita”. E a verdade é que nessas ocasiões nos rimos muito. Acho, até, que estamos proibidos de viver nas cidades dos homens porque não querem ver-nos rir.
O único riso verdadeiramente puro é o daquele que se ri de uma orelha que caiu. Mas poucos sabem disso.
Se caminhássemos pelas avenidas haviam de lembrar-se de que todas as orelhas inevitavelmente cairão. E não é agradável que recordem constantemente a alguém a ameaça cada vez mais próxima de um problema para o qual não possui solução.
Nós também não temos solução. Rimo-nos.
A solução está em não haver solução. E esta forma divertida de aceitarmos que a vida seja como é, este modo sossegado de cooperarmos com o inevitável, significa para nós uma serenidade que é um tesouro sem preço.
Para os outros, somos somente a lembrança desagradável de que não passam, também eles, de leprosos adiados e de futuros cadáveres; de que, sem dúvida, não terão neste lugar o seu paraíso, por mais que façam crescer o saldo da sua conta bancária.
Somos um grito em forma humana, um aviso irrecusável, uma censura que inevitavelmente se aloja no fundo das consciências.
E, por isso, fomos empurrados para estas cavernas. O que, de resto, não nos incomoda demasiado, pois todo o planeta é, de certo modo, uma caverna. Lembramos perfeitamente a frase da mulher santa de Ávila, quando disse que esta vida não pode ser mais do que uma má noite numa má pousada.
Não querem cruzar-se connosco. Desejam abraçar sem perturbações a voragem alucinante do seu caminho de prazer e vaidade. E viemos para estas cavernas. Os idosos foram expulsos das suas famílias e encerrados em “lares”. Planearam a eutanásia para se verem livres dos doentes. E abortaram aqueles que poderiam vir a nascer com deficiências. E muitos foram abandonados às suas dores na solidão de negros hospitais. E fizeram muitas outras coisas.
Mas, do fundo destes buracos, temos um segredo para lhes dizer. Quando, num momento de lucidez, descobrirem que tudo é vazio, venham ter connosco. Quando não souberem como fazer dos filhos homens direitos, passeiem com eles por um cemitério, sentem-se com eles à beira de um doente que sorri no leito onde vai morrer, levem-nos aos lugares onde há crianças esfomeadas a brincar, descalças e alegres.
Sim, podemos contar-lhes o segredo da alegria, o segredo da bondade das coisas más, o segredo da plenitude que habita as coisas simples.
SER FELIZ...

Felicidade, onde te escondes?
Todos estão a procurar,
mas poucos irão encontrar,
porque cada um a quer só para si...
Ser feliz é olhar para o outro,
é abraçar o amigo, o irmão...
É ter amor no coração!
Fazer alguém feliz, espalhando a alegria,
é algo que a todos contagia!
Encontrar a felicidade,
é tão fácil, podes crer!
Quando alegramos alguém,
ficamos felizes também...
Nas coisas simples da vida,
é que ela vai acontecer!
*Esther Ribeiro Gomes*
Todos estão a procurar,
mas poucos irão encontrar,
porque cada um a quer só para si...
Ser feliz é olhar para o outro,
é abraçar o amigo, o irmão...
É ter amor no coração!
Fazer alguém feliz, espalhando a alegria,
é algo que a todos contagia!
Encontrar a felicidade,
é tão fácil, podes crer!
Quando alegramos alguém,
ficamos felizes também...
Nas coisas simples da vida,
é que ela vai acontecer!
*Esther Ribeiro Gomes*
FELICIDADE É APENAS FAZER O BEM
Sempre procurando fazer o bem,
sem sequer olhar a quem,
faz bem pra nossa alma também...
Maus pensamentos cultivar,
sua vida irá atrapalhar...
Paz e Amor no coração,
dando à vida uma gostosa razão...
Amar o amor,
com amor e paz
com amor amar,
e ser disso capaz...
Saber o amor espalhar,
sem ver a quem o doar...
O amor não pode ser seletivo,
o que para alma é o real lenitivo...
Amor e caridade em perene doação,
esta a mágica combinação
que dá vida ao coração...
A alma e o coração
jamais devem envelhecer,
pois são a razão
de nosso viver...
Fazer o bem com amor,
trará à sua vida mais calor...
Espalhar amizade,
doar felicidade...
É do que a alma tem necessidade
para ser simplesmente feliz...
sem sequer olhar a quem,
faz bem pra nossa alma também...
Maus pensamentos cultivar,
sua vida irá atrapalhar...
Paz e Amor no coração,
dando à vida uma gostosa razão...
Amar o amor,
com amor e paz
com amor amar,
e ser disso capaz...
Saber o amor espalhar,
sem ver a quem o doar...
O amor não pode ser seletivo,
o que para alma é o real lenitivo...
Amor e caridade em perene doação,
esta a mágica combinação
que dá vida ao coração...
A alma e o coração
jamais devem envelhecer,
pois são a razão
de nosso viver...
Fazer o bem com amor,
trará à sua vida mais calor...
Espalhar amizade,
doar felicidade...
É do que a alma tem necessidade
para ser simplesmente feliz...
*Marcial Salaverry*
Momento de Reflexão

A Janela do Hospital
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. Sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias...E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolos!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
- Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem... disse a enfermeira..
Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se queres te sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
A origem desta história é desconhecida, mas ela nos dá uma lição da qual não devemos esquecer, pois muitas vezes esperamos a perfeição para sermos felizes, sendo que a felicidade muitas vezes se encontra nas pequenas e simples coisas da vida.
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. Sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as férias...E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, ele conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolos!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
- Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem... disse a enfermeira..
Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se queres te sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
A origem desta história é desconhecida, mas ela nos dá uma lição da qual não devemos esquecer, pois muitas vezes esperamos a perfeição para sermos felizes, sendo que a felicidade muitas vezes se encontra nas pequenas e simples coisas da vida.
Boas Vibrações.
Anonimato
O que dou de mim?
Apenas o que sei, o que vem de dentro.
Não sei guardar carinho,
não sei guardar amor.
O que aprendi foi doar.
E creia sem pedir nada em troca.
Então você me dá o que
quiser e eu aceito de coração.
E meu jeito é minha essência.
Não sei elogiar se não for pra valer,
Não sei te chamar de amor sem sentir,
Não sei apontar sentimento onde não há certeza.
Mas sei lutar por tudo que acredito.
Não fiz esforço em aprender
o que não me acrescentava,
o descaso, a inveja, e o rancor.
Coisas nocivas assim devem ficar
no anonimato do coração da gente.
Apenas o que sei, o que vem de dentro.
Não sei guardar carinho,
não sei guardar amor.
O que aprendi foi doar.
E creia sem pedir nada em troca.
Então você me dá o que
quiser e eu aceito de coração.
E meu jeito é minha essência.
Não sei elogiar se não for pra valer,
Não sei te chamar de amor sem sentir,
Não sei apontar sentimento onde não há certeza.
Mas sei lutar por tudo que acredito.
Não fiz esforço em aprender
o que não me acrescentava,
o descaso, a inveja, e o rancor.
Coisas nocivas assim devem ficar
no anonimato do coração da gente.
(Autoria: Fernanda)
Ter Ou Não Ter Namorado
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil.
Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz.
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido
Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido
*Artur da Távola*
Como Aprender a Amar Bonito

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha
parado para pensar: aprenda a fazer bonito seu amor.
Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais,
profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados
com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais,
de repente se percebem ameaçados e tão somente porque
não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam,
reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que
oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem)
de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação,
sem atinar que o que está sem razão talvez passe por
um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor,
pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência.
Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação,
do olhar, da saudade, da alegria do encontro,
da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você separa do
amor apenas aquilo que é exigido por suas
partes necessitadas, quando talvez dele
devesse pouco esperar, para valorizar
melhor tudo de bom que de vez em quando
ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo,
deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo.
Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a
cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em
flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar,
não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar
sempre -- se possível com beijos -- 'aquela
conversa importante que precisamos ter', arquivar, se
possível, as reclamações pela pouca atenção
recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção
pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa
atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós,
pobres escritores que vemos a vida como criança de
nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos
nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme,
como: a sinceridade, abrir o coração, contar a
verdade do tamanho do amor que sente; não dar
certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).
Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas,
golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não
é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de
sua emoção e carência, exatamente aquele você que a
vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo de Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.
Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão
de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma.
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor
e só assim poder começar a tentar fazer o outro
feliz.
*Arthur da Távola*
parado para pensar: aprenda a fazer bonito seu amor.
Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais,
profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados
com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais,
de repente se percebem ameaçados e tão somente porque
não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam,
reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que
oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem)
de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação,
sem atinar que o que está sem razão talvez passe por
um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor,
pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência.
Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação,
do olhar, da saudade, da alegria do encontro,
da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você separa do
amor apenas aquilo que é exigido por suas
partes necessitadas, quando talvez dele
devesse pouco esperar, para valorizar
melhor tudo de bom que de vez em quando
ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo,
deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo.
Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a
cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em
flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar,
não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar
sempre -- se possível com beijos -- 'aquela
conversa importante que precisamos ter', arquivar, se
possível, as reclamações pela pouca atenção
recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção
pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa
atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós,
pobres escritores que vemos a vida como criança de
nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos
nossos sonhos); não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme,
como: a sinceridade, abrir o coração, contar a
verdade do tamanho do amor que sente; não dar
certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).
Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas,
golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não
é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de
sua emoção e carência, exatamente aquele você que a
vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo de Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.
Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão
de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma.
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor
e só assim poder começar a tentar fazer o outro
feliz.
*Arthur da Távola*
(…)

E hoje foi apenas mais um fim de tarde,
onde não aconteceu nada de interessante.
Onde foi a mesma rotina de sempre,
e confesso que estou um pouco cansada disso.
Ultimamente estou procurando por pessoas novas,
sensações novas, emoções novas.
Estou cansada de viver nessa mesma mesmice de sempre.
Isso está me cansando, me entediando,
e pra ser mais exata tá me sufocando mesmo.
Tô mais aguentando isso não, tá ruim demais.
(…) E eu acho que a palavra que
mais me define agora é cansada,
cansada da vida.
onde não aconteceu nada de interessante.
Onde foi a mesma rotina de sempre,
e confesso que estou um pouco cansada disso.
Ultimamente estou procurando por pessoas novas,
sensações novas, emoções novas.
Estou cansada de viver nessa mesma mesmice de sempre.
Isso está me cansando, me entediando,
e pra ser mais exata tá me sufocando mesmo.
Tô mais aguentando isso não, tá ruim demais.
(…) E eu acho que a palavra que
mais me define agora é cansada,
cansada da vida.
Anthony Strano
Respeito
Respeito é valorizar não só nossa própria existência mas a dos outros também, como eles são.
Respeito verdadeiro não está conectado com a posição social, o papel, nem simplesmente às capacidades e talentos das pessoas, mas está diretamente relacionado à singularidade com que elas contribuem para a vida.
Respeitar as pessoas é dar espaço para elas serem e dar um espaço para elas dentro do meu coração, apreciando seus valores como atores humanos únicos neste palco do mundo.
Respeito é valorizar não só nossa própria existência mas a dos outros também, como eles são.
Respeito verdadeiro não está conectado com a posição social, o papel, nem simplesmente às capacidades e talentos das pessoas, mas está diretamente relacionado à singularidade com que elas contribuem para a vida.
Respeitar as pessoas é dar espaço para elas serem e dar um espaço para elas dentro do meu coração, apreciando seus valores como atores humanos únicos neste palco do mundo.
Brahma Kumaris
Energia PositivaTalvez o maior segredo em aprender a relaxar
está em sustentar, nas nossas vidas ativas,
a arte da tranquilidade praticada no tempo livre.
Isto porque nossa atenção tende a focar-se nos sinais
que os outros transmitem para nós.
Se alguém no trabalho começar a criticar você,
ao invés de refletir este sentimento negativo de volta,
procure transmitir energia positiva em direção a ele,
e então dilua qualquer situação potencialmente desconfortável.
Assinar:
Postagens (Atom)
































