“... E de novo acredito












Que me deixe
Não, eu não queria mostrar
tanta desfeita com o amor.
Acontece que ele não me foi honesto.
Me fez acreditar que tudo era bonito
e que a vida com ele seria algo bem mais colorido.
E porque vejo agora somente a cinza de tudo o que senti e vivi?
Porque tanta saudade e vazios?
O Amor também é assim?...Que me deixe então.
(a.d)


DA SOLIDÃO
Inquieta chuva, inquieta me dispersa,
esquecida a tradição e o cansado som.
Dentro e fora de mim tudo é
deserto como se as ervas fossem
arrancadas ou se esgotasse
a dor por que se chora.
Na grande solidão me basta,
e a contemplo para o sonho
interior que me resolve!
Tão fácil é esperar, que já nem sinto
o que vem a dormir ou a morrer
na mesma angústia queo silêncio envolve.
(Maria Alberta Menéres)




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